
Serra do Japi. (Fotografia Eilor Marigo | Arquivo Jundiai.com.br)
Com 352 km² de área e ponto culminante com 1.250 metros de altitude, a Serra do Japi é o símbolo da cidade de Jundiaí, eleita pelos moradores. Porém, também faz divisa com mais três municípios: Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar e é parte de um conjunto maior de serras, composta pelo agrupamento do Jaraguá, Pirucáia, Sabóo, Boturuna e Guaxinduva. É uma rara e importante área de mata Atlântica no estado de São Paulo, pois é um ponto de encontro entre dois tipos de Mata Atlântica: da Serra do Mar e do interior paulista.
A Serra é considerada por alguns estudiosos um “Castelo de águas” por sua abundante quantidade de nascentes, cachoeiras, riachos, ou seja, sua riqueza hídrica. Quase toda a água é cristalina e potável, por isso a Serra já abastece parte dos habitantes de Jundiaí e sua água é comercializada como água mineral de excelente qualidade.
Seu clima é característico da Mata Atlântica: temperatura média entre 15°C (na parte mais alta) e 19°C (na parte mais baixa), o mês mais frio é julho podendo chegar a temperaturas próximas a 4°C e o mais quente janeiro, chegando a 30°C. As chuvas acontecem em período espaçado, de outubro a março e o período de seca corresponde ao inverno, de maio a setembro, onde também há maiores incidências de incêndios. A Serra forma uma barreira para os ventos que vêm do mar em direção ao interior, causando assim uma variação climática e pluviométrica em sua área sul e noroeste.

Cascata na Serra do Japí (Fotografia Eilor Marigo | Arquivo Jundiai.com.br)
Seu solo é composto essencialmente de rocha quartzito, além de granito, gnaisse e migmatitos. Por isso é considerado um solo pouco fértil e pedregoso, usado mais para pastagens, plantios de subsistência ou pequenas áreas de cultivo de cana de açúcar.
Sua vegetação original já foi em boa parte dizimada por queimadas e extração ilegal de madeira, dando lugar à vegetação secundária, que hoje a compõe em maior parte, porém alguns pontos de vegetação original ainda existem. Parte da área da Serra é composta por pinus e eucalipto, árvores utilizadas para o reflorestamento da região, mas ainda existem muitos exemplares de ipês, jacarandás, perobas, ingá, cedro e muitas árvores frutíferas, entre outras.
A Serra é mais conhecida por sua diversidade biológica. Apesar da ação do homem por todos esses anos, ela ainda conserva exemplares raros em sua fauna e flora. É uma importante base de estudos de biólogos e cientistas e demanda grande esforço de preservação de suas raridades. Há mais de 650 espécies de borboletas, 29 de anfíbios, 19 de répteis, 31 de mamíferos, 216 de aves, além de insetos, aracnídeos, peixes, etc. O abandono de animais na Serra também é um problema sério, pois interferem na fauna e flora, extinguindo alguns animais através da caça, além de ser considerado crime.
Tombada em 1983 pelo CONDEPHAAT e declarada pela UNESCO, em 1992, Reserva da Biosfera, conta com leis nas instâncias federal, estadual e municipal que regulamentam sua proteção como Área de Reserva e Proteção Ambiental.

A Serra possui lindas paisagens, ricas em fauna e flora. (Fotografia Eilor Marigo | Arquivo Jundiai.com.br)



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Parabéns aos administradores e responsaveis pela preservação desta jóia rara.
Que os senhores possam continuar este trabalho invejável
Olá Adilson!
A Serra do Japí é um patrimônio de todos e também é dever de todos nós cuidar da nossa cidade! Muito obrigado pelo seu comentário e pela colaboração no Site Jundiai.com.br.
Bom dia!
logo logo estarei desbravando essas trilhas e sei que sera inesquecivel esse passeio
minhas férias ! ai vou eu….lindoooooooo
vou quase todo fim de semana e as vezes durante a semana, é tudo de bom…